Lisboa, 04 de Junho de 2019 – A Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online – APAJO apresentou esta terça-feira, em Lisboa, o resumo de um estudo intitulado ‘Jogo online em Portugal – A melhor aposta para o sistema regulamentar nacional’, elaborado a pedido da APAJO pela Winning Scientific Management.

O estudo, cuja análise foi hoje divulgada pelo presidente da APAJO, Gabino Oliveira, e pelo secretário-geral da associação, António Nunes, resulta da necessidade da APAJO em ter à disposição dos seus associados dados e números fiáveis, relativamente aos consumidores portugueses e ao mercado nacional, em comparação com os principais países europeus.

Outro dos principais objetivos do estudo foi o de contribuir para as diligências da APAJO, no sentido de que seja revisto em detalhe o quadro regulatório e legislativo, tornando-o apto a acompanhar a dinâmica do mercado português atualmente em crescimento.

Segundo o estudo, o mercado português tem crescido de forma equilibrada e em linha com os mercados europeus analisados. No entanto, os operadores licenciados precisam de mais proteção ao nível dos mecanismos de combate ao jogo não licenciado e a informação disponibilizada sobre o sector beneficiaria ser mais detalhada e abrangente.

De acordo com os dados existentes, há em Portugal 1,18 milhões de contas. Apesar de não ser divulgado pelas entidades oficiais o número exato de consumidores/apostadores únicos e ativos e considerando os países analisados, poderão existir no nosso país entre 400 mil e 600 mil apostadores únicos online, ou seja entre 4,6% e 6,9% da população adulta no país, ao nível dos países analisados.

No cenário do estudo que a APAJO considera ser aquele que melhor refletirá a realidade portuguesa, cada jogador despenderia em Portugal 2,4% do seu rendimento anual disponível em apostas e jogo online, um valor em linha com os restantes países analisados.

Em relação ao jogo não licenciado, Gabino Oliveira afirmou que “Cerca de 80% das transações associadas ao jogo online estão associadas a sistemas de pagamento como o Multibanco e o MB Way, pelo que a utilização destes meios de pagamento a operadores não licenciados deve ser alvo de maior restrição e bloqueio por parte das entidades autorizadas a restringir este acesso“.

À margem dos resultados do estudo apresentado, o presidente da APAJO salientou ainda que “É muito importante que Portugal acompanhe o alinhamento revelado por esta análise face à Europa, aumentando também a sua oferta de produtos com novos tipos de jogo online, tais como o casino ao vivo, jogos virtuais e apostas em e-sports”.